quarta-feira, 20 de maio de 2015

13 Verdades Inquestionáveis do Antigo Testamento

13 Verdades Inquestionáveis do Antigo Testamento



Desde o ano de 2013 tenho pensado nos termos deste título. Se pudéssemos compilar em frases curtas ou axiomas, quais seriam, em linhas gerais, as principais verdades encontradas na Antiga Aliança, o que encontraríamos?
Sendo assim, descrevi treze destas verdades inquestionáveis que claramente se pode obter da leitura do que erroneamente é chamado de Velho Testamento. Não são as únicas, certamente há diversas, mas estas são tão óbvias, e por isso inquestionáveis.

Um.
Deus não tem substitutos (Deuteronômio 6.4,5)
Esta e a verdade central da Antiga Aliança e das Escrituras hebraicas. Deus é um e único, não há ninguém como Ele, Ele é singular e nada pode ser comparado a Ele. É Criador, mantenedor da vida, Dono do universo, Senhor de tudo.

Dois.
Deus sempre nos permite uma escolha (Deuteronômio 30.19)
Deus, embora Senhor e Soberano, não criou robôs, mas seres humanos à sua imagem e semelhança, e por isso, dotados de vontade e escolha. Ele nos permite escolher até mesmo não crer nEle e não andar em seus caminhos, mas também nos responsabiliza por nossas decisões.

Três.
A Palavra de Deus é a fonte da prudência e do sucesso pessoal (Josué 1.8)
Esta é uma verdade impressionante nas Escrituras antigas. A pessoa tem a condição de trilhar um caminho próspero e correto ao meditar no que Deus deixou como instrução escrita para ela, e, ao agir de acordo com essas instruções, sua vida desfrutará de verdadeiro sucesso. Não são técnicas de sucesso pessoal ou autoajuda, mas prática diária das instruções divinas que traz real prosperidade.
 
Quatro.
O Senhor ouve o clamor do seu povo (2 Crônicas 7.13-15)
Por todos os livros do chamado Antigo Testamento a oração ocupa lugar de destaque. É a oração, o clamor, os pedidos de socorro do povo de Deus que O fazem agir por eles. É a resposta do clamor e da oração que traz de Deus, vitórias sobre os inimigos, ressurreição de mortos, multiplicação de alimentos, milagres, juízos e muito mais. Por toda a Bíblia Deus ouve o clamor de seu povo e responde.

Cinco.
O nosso Deus restitui (Jó 42.10)
Não é somente no livro de Jó que se vê Deus operando a restituição a um homem de seu estado anterior de bênção e paz, mas isso é visto na lei da remissão (Deut.15), na restituição do prejuízo ao próximo (Êxo.22), e é promessa profética para o povo (Joel 2). A restituição é tema comum na Antiga Aliança e aborda muitos aspectos da vida comunitária.

Seis.
Deus é bom (Salmo 103.1-17)
O Senhor é bom e sua misericórdia – que é a manifestação amorosa desta bondade – dura para sempre. É isso que a Antiga Aliança ressalta deste sempre. Mesmo em meio a um mundo cruel e contaminado pelo pecado, mesmo que os seres humanos se degradem entre si em violência e mesmo que a humanidade viva desviada perversamente de Deus, Deus continua sendo bom.

Sete.
Deus nos abençoa (Provérbios 10.22)
A bênção de Deus é outra constante nas Escrituras hebraicas. Ela descreve não somente o número e o conteúdo das mesmas, mas também um estado espiritual no qual se encontra aquele ou aquela que exerce confiança no Senhor. A própria palavra para descrever a paz que vem de Deus “shalom” tem em si mesma inserida a plenitude das bênçãos que dEle procedem.

Oito.
Tudo tem seu tempo determinado (Eclesiastes 3.1)
Nas Bíblia hebraica a ideia do tempo certo, do tempo oportuno e dos acontecimentos que ocorrem nos tempos determinados por Deus é vital para a confiança e esperança do povo de Yahweh. Tudo nas Escrituras antigas tem a ver com o tempo: as coisas criadas, as genealogias, as promessas, as profecias, a restauração da habitação na terra de Israel, o futuro. Tudo absolutamente se relaciona com o tempo.

Nove.
Buscar a Deus tem prazo de validade (Isaías 55.10)
Esta verdade é algo especial no Antigo Testamento. Deus se deixa encontrar pelos homens, espera o arrependimento por parte dos pecadores, dá inúmeras oportunidades de libertação da opressão, perdoa os pecados mais graves, levanta líderes guerreiros para salvar quando necessário e coisas semelhantes. Porém, algo também é certo: quando esses tempos de espera terminam, os juízos são tão reais quanto o Seu perdão e misericórdia.

Dez.
Deus tem normas para quase todas as áreas da vida, até para as relações comerciais (Jeremias 22.13)
Quando o Senhor tirou o povo do Egito não pensava apenas em libertá-los para que vivessem da maneira que quisessem, Ele estava formando uma nação acima de qualquer coisa. Uma nação precisa de leis, de ordem, de preceitos, de normas de conduta, de legislação, de uma constituição, de leis governamentais, de código penal, de líderes, governadores e juízes e de instituições legítimas. Por isso a Lei foi dada a Israel.

Onze.
Cada um dará conta de si mesmo a Deus (Ezequiel 18)
“A alma que pecar esta morrerá”. Esta é a tônica e a forma como o Senhor trata os pecados pessoais. Há os pecados nacionais e internacionais nas Escrituras antigas, mas os pecados pessoais são tratados no foro da pessoa em particular. Cada pessoa dá conta de si mesmo a Deus, isto significa que cada um é responsável por sua parcela de erro e receberá a justa punição por eles.

Doze.
As Escrituras são um guia seguro para a vida (Salmo 119.105)
Tudo na Escritura Sagrada aponta para essa verdade: A Palavra de Deus é suficiente, poderosa, eficaz e capaz de garantir aos que nEle confiam, segurança na vida, direção certa e luz que basta para o caminhar. Mesmo diante das dificuldades e tragédias da vida, esta Palavra é fonte de consolo e abrigo e nos leva para o lugar mais seguro que existe: o esconderijo do Altíssimo.

Treze.
O temor do Senhor é princípio para a manutenção da vida humana (Provérbios 1.7)
“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau”. É assim que estão escritas as últimas palavras no livro do Eclesiastes. Um lembrete final para todos aqueles que querem viver bem nesta terra e também um lembrete para todos os que optarem por buscar a vaidade da vida.


Carlos Carvalho

Teólogo e Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica

terça-feira, 5 de maio de 2015

Spurgeon quase desistiu

Spurgeon quase desistiu

Spurgeon e sua esposa, Susannah, tinham se casado a menos de um ano. Seus filhos, Charles e Thomas, eram crianças. Depois de três anos na cidade grande, o ministério dele já havia suscitado a inveja de seus adversários, a admiração dos evangélicos, e as críticas da imprensa. Susannah muitas vezes escondeu o jornal da manhã para evitar que Charles lesse suas manchetes.

A noite de 19 de outubro de 1856 iniciou uma época de sofrimento incomum para Spurgeon. Sua popularidade tinha forçado o aumento do aluguel do Surrey Garden Music Hall que mantinha as 12.000 pessoas que se reuniam ali. Dez mil ouvintes ficavam ansiosos do lado de fora do prédio, lutando para ouvir o sermão. Este evento se constituiu numa das maiores multidões que se reuniram para ouvir um pregador dissidente - um regresso aos dias de George Whitefield.

Poucos minutos depois da 06:00, alguém na platéia gritou: "Fogo! As galerias estão queimando! O lugar está caindo!" Um pandemônio se seguiu com uma varanda que desabou. Aqueles que tentavam entrar no prédio bloquearam a saída daqueles que lutavam para escapar. Spurgeon tentou acalmar o tumulto, mas sem sucesso. Seu texto para o dia foi Provérbios 3:33 , "A maldição do Senhor habita na casa do perverso" - um verso que ele nunca iria pregar novamente.

Spurgeon quase perdeu a consciência. Ele foi levado às pressas a partir da plataforma e "foi levado para casa mais morto do que vivo." Depois que a multidão se dissipou, sete cadáveres estavam deitados na grama. Vinte e oito pessoas ficaram gravemente feridas.

A depressão que resultou desta catástrofe deixou Spurgeon prostrado por dias. "Mesmo a visão da Bíblia trazia a mim uma enxurrada de lágrimas e distração absoluta de espírito." Os jornais acrescentaram à sua deterioração emocional: "Senhor. Spurgeon é um pregador que arremessa condenação para as cabeças de seus ouvintes pecaminosos. . . um charlatão delirante". Por todas as contas, parecia que seu ministério estava acabado. "Pode muito bem parecer que o ministério que prometia ser tão amplamente influente", disse Spurgeon, "foi silenciado para sempre."

A Alegria Radical

Quando Spurgeon subiu ao púlpito em 2 de novembro, duas semanas mais tarde, ele abriu com uma oração. "Estamos reunidos aqui, ó Senhor, neste dia, com um misto de alegria e tristeza. . . . Teu servo temia que ele nunca fosse capaz de atender a essa congregação de novo."

Embora ele nunca iria se recuperar totalmente desse desastre, o ministério de Spurgeon não terminou em 19 de outubro de 1856. Mais tarde, ele disse: "Eu tenho ido aos próprios fundamentos dos montes, como alguns de vocês sabem, em uma noite que nunca pode ser apagado da minha memória. . . mas, tanto quanto o meu testemunho é dado, eu posso dizer que o Senhor é capaz de salvar perfeitamente e mesmo na última extremidade, e ele tem sido um Deus bom para mim."

A alegria de Spurgeon foi baseada não só na sua própria capacidade de se recuperar, mas na capacidade de Deus para restaurá-lo. Foi uma alegria como bálsamo para Spurgeon em futuras controvérsias quando sentiu acuado e perplexo. A alegria que Spurgeon teve depois de 1856 foi uma alegria radical - uma alegria profundamente enraizada no solo da supremacia de Deus, que foi bom e grande o suficiente para fazer com que coisas boas advenham até do mal. Como José disse a seus irmãos: "Vocês pretendiam me prejudicar, mas Deus tornou em bem para realizar o que está sendo feito agora, a salvação de muitas vidas" (Gênesis 50:20 ).

O mesmo Deus que chamou Spurgeon a Londres não o abandonaria nas margens do Rio Tamisa. Pelo contrário, Deus usou este evento horrível em sua vida para salvar a vida de inúmeros outros, para a imprensa negativa amplamente divulgado colocar pregação do jovem pastor no radar da Inglaterra - e, eventualmente, no mundo.

A argila é que seja vista

Em 31 de janeiro de 1892, às 23:05, 36 anos após o incêndio - Spurgeon entrou em coma do qual não acordou. Durante o último ano de sua vida, ele tinha sido muito incentivado pela unidade que ele viu demonstrado nas diversas expressões da igreja. "Durante o ano passado eu fui levado a ver que não há mais amor e unidade entre o povo de Deus do que geralmente se acredita."

Seus primeiros sermões foram preenchidos com uma paixão pela unidade e cooperação cristã, mas no último mês de sua vida, essas sementes tinham florescido totalmente. "Quando nosso Senhor orou para que sua igreja fosse uma, sua prece foi atendida, e os seus verdadeiros discípulos, são agora mesmo, em espírito e em verdade, um nele. Seus diferentes modos de culto externo são como os sulcos de um campo; o campo é, no entanto, um por causa das marcas do arado."

Depois de sua morte, um telégrafo anunciou ao mundo a morte de Spurgeon. Os evangélicos de diferentes tradições teológicas enviaram suas condolências à Susannah. Um estudioso observou: "Se todas as cabeças coroadas da Europa tivessem morrido naquela noite, o evento não seria tão importante como a morte deste homem." Ao menos 100.000 pessoas passaram pelo caixão de Spurgeon no Norwood Cemetery.

Os mesmos jornais que uma vez que tinham infligido tanto dano ao ministério do jovem pregador agora ofereciam reconhecimento de uma vida bem vivida pelos outros. No ano seguinte à morte de Spurgeon, uma nova biografia dele vinha à tona a cada mês. Alguns estavam cheios de conversas inéditas com o pregador; outros continham cartas e memórias de encontros pessoais e episódios. E, no entanto, para o pequeno grupo de amigos a quem Spurgeon falou sobre o Dia de Ano Novo de 1891, as palavras de seu pastor devem ter, sem dúvida, lhes seguido pelo resto de suas vidas:

“Tem que acontecer que, quando a história da nossa vida está escrito, quem lê não vai pensar em nós como "autônomos", mas como uma obra de Deus, em quem a sua graça é ampliada. Não ver homens, mas a argila e a mão do Oleiro. Uns disseram: ‘Ele é um ótimo pregador’, mas outros disseram: ‘Nós nunca notamos como ele prega, mas sentimos como Deus é grande’. Desejamos que toda a nossa vida seja um sacrifício, um altar de incenso que fumega continuamente com perfume suave ao Altíssimo. Oh, sejamos levados ao longo do ano nas asas do louvor a Deus, ao monte de ano a ano, e aumentar a cada subida uma música mais nobre e ainda mais humilde ao Deus da nossa vida! A visão de uma vida de louvor nunca vai acabar, mas continua por toda a eternidade. De salmo a salmo, de aleluia a aleluia, nós vamos subir ao monte do Senhor; até que cheguemos no Santo dos Santos, onde, com os rostos velados, que nos curvemos da Majestade Divina na felicidade de adoração sem fim.”


Extraído de:
http://www.desiringgod.org

Bp. Carlos Carvalho
Casa de Sabedoria
Comunidade Batista Bíblica

segunda-feira, 4 de maio de 2015

As Bênçãos da Comunhão - esboço da mensagem

CBB
Tempo de Colheita – Tempo de Amar – Tempo de Ir em Direção ao Outro – Tempo de Pensar Menos em Si Mesmo – Tempo de Comunhão



COMUNHÃO

1 Coríntios 1.10
Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos faleis a mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; mas que sejais inteiramente unidos na mesma disposição mental e no mesmo parecer.


QUAIS OS BENEFÍCIOS REAIS DA COMUNHÃO?


Filipenses 2
1  PORTANTO, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,
2  Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.
3  Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
4  Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
5  De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,


Hoje destacaremos os benefícios reais da comunhão nos dois níveis que já temos apresentado até aqui: 1) Comunhão com Deus e 2) Comunhão com o irmão. Inicialmente veremos que a comunhão é a base fundamental do relacionamento entre os santos. É isso que se vê no versículo da carta aos filipenses.

Essa consolação em Cristo, essa exortação em amor, essa comunhão com o Espírito Santo e os afetos profundos de compaixão que agem nos crentes sinceros são a verdadeira manifestação da comunhão da qual estamos falando. Comunhão procede de um coração transformado por Jesus e habitado pelo Espírito de Deus. Vejamos quais os benefícios da comunhão.

Primeiro - A comunhão gera unidade plena (no pensamento, no amor, na alma e nos sentimentos (v.2). As bênçãos de Deus não são somente materiais, financeiras ou físicas, mas também espirituais, emocionais e comunitárias. A unidade gerada pela comunhão é uma bênçãos para a igreja como corpo. Sem essa unidade a igreja local pode ser completamente destruída.

Segundo - A comunhão modifica nossas atitudes (v.3). As atitudes dos cristãos transformados e que compreendem o significado da comunhão são radicalmente modificadas na direção do outro. A palavra chave para essas atitudes é humildade. O humilde vê na comunhão a oportunidade de exercitar atos espirituais que quebram a força do orgulho próprio negativo.

Terceiro - A comunhão nos faz enxergar o outro (v.4). Numa sociedade cada dia mais individualista, onde os direitos pessoais imperam com certa violência, a comunhão nos faz olhar em outra direção. Ver o outro, prestar atenção na necessidade do outro, é o caminho traçado pela comunhão. Note que é exatamente aqui, que ao menos entre os cristãos, nasce a solidariedade.

Quarto - A comunhão nos faz semelhantes a Jesus (v.5). Ao chegar a este ponto, fica patente que quando optamos por viver em comunhão com Deus e essa comunhão desemboca na direção do irmão e do próximo, nos tornamos mais parecidos co Jesus. O sentimento que estava em Cristo descrito pelos versículos posteriores era o de auto-sacrifício, e este lhe concedeu a honra suprema dada pelo Pai.


A comunhão é vontade de Deus para seu povo.


Bp. Carlos Carvalho
CBB, domingo, 3 de maio de 2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A Vontade de Jesus



A Vontade de Jesus


E, descendo ele do monte, seguiu-o uma grande multidão.
E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.
E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.
Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.
Mateus 8.1-4 (grifo nosso)


Esta é uma das narrativas sobre Jesus que mais gosto e me impressionam. Não somente pelo fato da demonstração do poder de Jesus sobre a lepra ou sobre qualquer doença, mas acima disso, pela demonstração de amor poderoso, de compaixão dele pelo sofrimento daquele homem, e consequentemente de todos os que verdadeiramente o amavam.

Isolado da sociedade e do convívio de seus entes queridos por tempo que não conhecemos, aquele homem tornou-se um pária, um exilado dentro de sua própria região por causa da doença que o atingiu. Numa época onde não havia os modernos hospitais nem as modernas tecnologias e medicamentos, ele contava somente com a misericórdia de Deus e o amor de poucos.

Ele, contrário a todo o protocolo criado para o tratamento de sua enfermidade, que incluía o afastamento das pessoas, aproxima-se de Jesus e lhe faz a pergunta-chave, aquela que muitos em todas as épocas alguma vez já fizeram a Deus: “O Senhor deseja me curar?”. “Deseja solucionar este grave problema de minha vida?”

Qual a resposta de Jesus? “Quero!” Esta é a única resposta que aquele homem esperava. Esta é a única resposta que interessa quando estamos em profundo sofrimento e desesperança. Esta é a grande resposta para a alma e para a vida humana. “Quero!” Jesus responde sim ao anseio de vida e saúde daquele homem, e, ao fazer isso, não somente lhe restaura a saúde física, mas todas as esperanças de futuro, todas as possibilidades e oportunidades de vida e a capacidade dele recriar seu caminho e felicidade pessoais.

É isso que amo em Jesus, no Pai, em Deus. Salvação plena, não um pedaço, não uma parte apenas. Deus em Cristo manifesta todo o poder da sua salvação naqueles que creem, naqueles que ousam por fé se aproximar dele e adorá-lo.

Sei que Jesus não curou todas as pessoas de sua época nem restaurou a vida de todos. Sei que cristãos sofreram e sofrem, morreram e morrem todos os dias vítimas de doenças e violência, o próprio Jesus foi uma vítima do sistema, mas, mesmo não deixando de lado estas realidades, acredito que estas coisas são exceções e não a regra. Existem situações que fogem de nosso inteiro controle e delas não podemos fugir, mas ouso crer que Jesus está na mesma posição de outrora: desejando estender sua mão de cura e restauração cada um de nós.

Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.
Hebreus 13:8

Ele não mudou. Nós mudamos, e para pior em muitos casos. A Ele seja a glória para sempre!



Bp. Carlos Carvalho

Teólogo e Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O Significado da Ressurreição de Cristo

 Tópicos da mensagem de domingo (05-04-2015)

1 Coríntios 15

v.3-8

v.12-20

v.21-24

v.25-28

v.29-32

v.35-52

v.54-55

v.57-58

segunda-feira, 30 de março de 2015

O TEMPO EM QUE VIVEMOS Na ótica de Jesus


O TEMPO EM QUE VIVEMOS
Na ótica de Jesus

Mateus 24.10-13

10 Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros,
11 e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos.
12 Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará,
13 mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

Este é o quadro espiritual mais vívido que temos visto neste século XXI, tanto na igreja, como ao redor dela. O acúmulo de iniqüidades e pecados que vemos no mundo, bem como nas instituições nos levam a pensar de maneira equivocada sobre o assunto, porque imaginamos que são as instituições e não as pessoas que têm problemas. De fato, isto é o normativo em termos de seres humanos, pois estamos acostumados a culpar os outros por nossos próprios erros, desacertos e pecados na maioria das vezes. Porém, deixando de lado essa questão por enquanto, avancemos para o cerne da questão.

Este é claramente o mundo no qual vivemos neste século: um mundo marcado por escândalos de todos os tipos, desde os pessoais, familiares, aos financeiros, corporativos e governamentais. Um mundo sufocado pelas amizades utilitárias e superficiais, onde a traição se faz comum porque a lealdade é um item descartável, e um mundo mergulhado no ódio em diversos níveis, desde o racial ao religioso. Acredito que jamais na história humana tivemos uma confluência tão perfeita dessas atitudes ruins como hoje. E isto é só o primeiro versículo da profecia de Jesus.

Na profecia do Senhor, ele nos diz que neste tempo iremos enfrentar ainda mais dois grandes problemas. Estes serão ataques diretos à igreja que nascerá e colidirão frontalmente contra sua unidade, espiritualidade e salvação eterna. Cada um dos dois ataques tem destino certo e alvos predefinidos, ou seja, desejam obter êxito em suas realizações, destruindo internamente as marcas espirituais mais poderosas da igreja: os dons do Espírito e o fruto do Espírito. A profecia ou o espírito da profecia de Cristo e o amor, o ágape de Deus, que foram dados por graça aos crentes para a edificação mútua, são os alvos prioritários do Maligno neste tempo.

Numerosos falsos profetas (v.11) – este é um ataque direto à espiritualidade da igreja e dos cristãos, porque a profecia fala das ações sobrenaturais de Deus no meio de seu povo. A profecia descreve uma parte da onisciência de Deus quando revela fatos e atos que são ocultos ou que ainda não aconteceram. A profecia fala dos dons do Espírito Santo que os distribui aos crentes de acordo com o seu querer para a edificação do corpo de Cristo. Por isso o aumento do número de falsos profetas é um alerta perigoso. Falsos profetas têm a habilidade do engano e do engodo das almas por sua ousadia maligna de se fazerem acreditar que falam coisas “dadas” ou “ditas” por Deus. Falsos profetas conseguem introduzir erros, heresias e mentiras nas mentes das pessoas ao se passarem por porta-vozes de Deus e de sua verdade. Falsos profetas podem levar congregações inteiras a um comportamento histérico e a êxtases produzidos por demônios e dizer que tudo isso procede do Espírito Santo. Falsos profetas são o maior perigo interno visível que a igreja enfrenta nestes dias, e o número dos que vão após eles não é pequeno.

Devido ao aumento da maldade (iniquidade)... (v.12) – esta é a última fase dos ataques contra os cristãos: a destruição de sua fonte interna de poder e graça. No caso anterior, a destruição é visível no ambiente onde a igreja se reúne e comunga, mas neste caso, a contaminação virulenta é no interior do “coração” de cada crente atingido. Uma vez que o cristão seja envenenado por essa iniquidade que ele ou ela vê proliferar no mundo e também nas pessoas da igreja, isso passa a obscurecer o seu amor, que antes era sua maior força, agora se torna sua maior decepção. Decepcionado, portanto, se inicia um processo interior de críticismo, ceticismo e de questionamento de todas as suas crenças que, outrora inabaláveis, agora, já estão num processo de deterioração. Filhos e filhas de Deus com o amor em congelamento são como os crentes da igreja de Éfeso (Apoc.2.1-7), eles têm o discurso correto, a doutrina correta, a teologia correta, mas não têm a prática mais profunda e bíblica que evidencia a presença de Cristo e do Espírito Santo dentro de si: o amor. Sem o amor, já sabemos o que Paulo descreveu em 1 Coríntios 13, não?

O Fim e a Salvação (v.13) – esta profecia de Jesus é o início de um conjunto de descrições proféticas do futuro de Israel, dos crentes, das nações e do mundo. No finalzinho desta primeira parte ele antecipa o que seria o objetivo maior de tudo o que ele vai anunciar que acontecerá: que todos os cristãos diante de todos esses acontecimentos devem permanecer firmes, fieis e na fé até o final de tudo. A salvação dos crentes está diretamente conectada à sua perseverança diante da expressão pecaminosa do tempo no qual vivem. Ser salvo, na ótica de Jesus é ultrapassar sem se abalar, sem se esfriar, sem perder o ânimo, sem desistir, a todo o processo de destruição da vida e da alma gerados pelo ambiente e pelo tempo nos quais vivemos e pelas pessoas contaminadas pelo espírito desta geração.

Para colocar um pouco mais de lenha na fogueira, o Senhor Jesus não nos dá uma saída para os problemas e nem nos aponta uma fórmula para vivermos num mundo assim, a não ser que nos faz uma única e singular promessa: a salvação aos perseverantes. Não diz que o mundo vai melhorar, que a igreja vai vencer a luta conta a iniquidade nos outros, não diz que os falsos profetas serão eliminados nem que o amor será curado ou restaurado naqueles que o perderam, apenas diz que os que acreditarem em sua mensagem e permanecerem firmes serão salvos ao final.

Jesus não pode ser acusado de pessimista ou de determinista, mas certamente ele foi espiritual e realista. A igreja que vive neste tempo deve ter o mesmo sentimento e percepção do Senhor. E quais percepções são essas?

Os escândalos não deixarão de acontecer.
As traições dos seres humanos são reais.
O ódio não desaparece.
Os falsos profetas continuarão a assolar a igreja de Jesus.
Muitos crentes viverão enganados.
A iniquidade no mundo só aumenta.
Mais e mais cristãos congelarão o seu amor por Deus, por Cristo, pela igreja e pelos irmãos.
A salvação é o prêmio da perseverança na fé.

Nunca houve para nós um melhor momento para se dizer: Oremos sem cessar e vigiemos, pois o Senhor está às portas!

Carlos Carvalho
Teólogo e Bispo da Comunidade Batista Bíblica
sexta-feira, 27 de março de 2015


sexta-feira, 20 de março de 2015

24 Fatos Notáveis sobre C. H. Spurgeon—E Mais Um!


24 Fatos Notáveis sobre C. H. Spurgeon—E Mais Um!
por
Pastor Larry Newcomer

1. CHS leu o Progresso do Peregrino aos seis anos de idade e o releu 100 vezes após isso.

2. A coleção impressa de seus sermões (63 volumes) tem tantas palavras quanto a Enciclopédia Britânica, todavia, ele pregou suas 140 palavras por minuto à partir de uma única folha de anotações, preparada na noite anterior.

3. Uma mulher foi convertida lendo uma simples página de um sermão de Spurgeon que ela encontrou enrolada ao redor da manteiga que ela tinha comprado.

4. Antes dos 20 anos de idade, CHS pregou 600 vezes.

5. Aos 19 anos de idade, a Igreja de New Park Street o convidou para um teste de seis meses. Ele aceitaria somente um teste de três meses, pois, “Eu não queria me tornar um obstáculo”, disse. Quando ele chegou, em 1854, a congregação tinha 232 membros. Trinta e oito anos depois o total era de 5.317 com outros 9.149 que tinham sido membros (mudanças, mortes, etc.).

6. CHS disse dos políticos: “Eu tenho ouvido, ‘Não traga a religião para a política’. É precisamente para este lugar que ela deveria ser trazida e colocada ali na frente de todos os homens como um candelabro”.

7. CHS certa vez se dirigiu a uma audiência de 23.654 pessoas sem, é claro, um microfone ou uma amplificação mecânica.

8. Um dia, para testar a acústica de um salão onde ele iria falar, ele falou em alta voz — “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Um trabalhador nas vigas ouviu e foi convertido.

9. A mulher de Spurgeon, Susannah, o chamava, “Sua Excelência”.

10. CHS falava tão fortemente contra a escravidão que os seus publicadores Americanos editavam (alteravam) os seus sermões.

11. CHS recusou ser ordenado e recusou o título, “Reverendo”. (Todavia, ele fundou um colégio de pastores).

12. CHS entrevistou pessoalmente todos os membros candidatos na determinação de estar seguro da genuinidade da sua conversão.

13. Ele nunca disse à sua congregação em quem votar — mas ele denunciava os candidatos por nome desde o púlpito — e ele distribuía folhetos durante a semana para os oficiais que estavam querendo saber quem ele favorecia.

14. A cada Natal CHS dava presentes individuais aos órfãos dos orfanatos que ele tinha fundado, mesmo quando o número aumentou para aproximadamente mil.

15. CHS lia quase um livro por dia em média. Ele freqüentemente confessava estar ciente de oito grupos (séries) de pensamentos identificáveis em sua mente ao mesmo tempo.

16. Concernente aos orfanatos como obra social, CHS declarou: “O socialismo é somente palavras e teoria. Nós cuidamos tanto dos corpos como das almas dos pobres e tentamos mostrar nosso amor à Verdade de Deus pelo amor verdadeiro”.

17. O colégio de pregadores de Spurgeon fornecia educação geral assim como educação teológica. Não havia taxas fixas.

18. O diretor do colégio, George Rogers, era um pedobatista, mostrando a tolerância e magnanimidade de Spurgeon — mas todos na faculdade tinham que “ensinar as Doutrinas da Graça com dogmatismo, entusiasmo e clareza”.

19. CHS, pelas melhores estimativas disponíveis, foi o instrumento direto e pessoal de Deus de aproximadamente 12.000 conversões.

20. O colégio, diretamente através dos esforços de Spurgeon de propagação com base em sua estimativa de doações, enviou homens resultando na plantação de mais de 200 igrejas.

21. O primeiro livro publicado pela Moody Press foi o All Of Grace [Tudo pela Graça] de Spurgeon. Ele ainda é o best-seller número 1 deles.

22. CHS certa vez pregou uma mensagem sonhando, a qual sua esposa, que estava acordada, registrou em papel. Ele a pregou na manhã seguinte.

23. Havia oração contínua para a obra do Tabernáculo Metropolitano no porão do mesmo.

24. Num culto em 1879, a congregação regular de 4.850 membros deixou o tabernáculo para permitir que novas pessoas, que estavam esperando do lado de fora, tivessem uma chance de vir e ouvir. O edifício imediatamente se encheu de novo,


25. Quando Moddy encontrou Spurgeon e descobriu que ele fumava charutos, ele ficou um tanto surpreendido e desconcertado. Spurgeon lhe assegurou que nunca tinha exagerado. Moody perguntou cortesmente, “E o que você consideraria um exagero?”. Ao que Spurgeon respondeu, “Fumar dois ao mesmo tempo”. É crido que Spurgeon parou de fumar charutos quando a loja de tabaco onde ele os comprova começou a se auto-anunciar como, “A Loja Onde Spurgeon Compra Seus Charutos”.